Lendas urbanas (ou lendas contemporâneas) fazem parte do nosso cotidiano. Elas nos chegam por meio de conversas informais, mensagens de WhatsApp, programações de TV, jornais sensacionalistas etc., e se referem a situações/episódios quase sempre trágicos, vividos por personagens as quais não conhecemos; quem nos conta a lenda urbana procura ser (e é) convincente – até porque acreditou nela, e, por isso, passa-a adiante.
Quando alguém, do nosso círculo de amigos, nos conta que, “num lugar assim, assim, um parente de um amigo meu, foi infectado pelo coronavírus, durante uma festa, exatamente no instante em que tirou um cigarro da carteira...”, essa narrativa é típica de uma lenda urbana, que nasce e se propaga por meio da oralidade, sem quaisquer informações precisas/fundadas. Afinal, onde aconteceu o fato narrado?, com quem aconteceu?, quando aconteceu?, quais foram os desdobramentos desse fato tão funesto? etc., etc.
É preciso anotar ainda que a lenda urbana tem aspectos verossimilhantes, ou seja, há certa harmonia entre as ideias, os fatos, os personagens e os demais elementos da trama. É uma história que não se sabe ao certo se aconteceu, mas que poderia ter acontecido.
Com o decurso do tempo, as lendas vão ganhando novas versões, por conta das alterações/ajustes que sofrem ao serem recontadas – é possível, então, citarmos um dito popular, segundo o qual “quem conta um conto aumenta um ponto.”
Estrutura da lenda urbana para a redação escolar
Trata-se de uma narrativa com introdução, desenvolvimento e final. É preciso criar a personagem protagonista, em torno da qual haverá os secundários, e então surgirão os complicadores, o clímax e o desfecho do enredo. Entretanto, não só esses elementos, como também o tempo e o lugar, não são bem definidos. Muito comum, na oralidade, o contador da história/lenda começar com expressões como: “Ouvi dizer que...”, "Me contaram que...", "Fiquei sabendo que...".
Leia a matéria jornalística abaixo:
Disponível em: https://www.pexels.com/pt-br/foto/foto-do-taxi-amarelo-estacionado-perto-da-calcada-2399254/.
Acesso em 19.abr.2024.
Josephina
Conte nasceu em 1915, mas ainda hoje faz parte do imaginário popular da cidade
de Belém, capital do estado do Pará. Segundo a lenda urbana da Mulher do Táxi,
a jovem gostava de andar de carro e, mesmo depois de morta, voltava ao mundo
dos vivos no dia do seu aniversário para passear de táxi pela cidade, pois
neste mesmo dia, quando ainda viva, seu pai lhe havia dado isso (um passeio de táxi) de presente. Os
taxistas, sem desconfiar, levavam a alma da falecida para passeios pela cidade
de Belém e, ao final, ela os orientava a cobrar a corrida na casa de sua
família. Quando a cobrança era feita, o motorista descobria que aquela jovem
passageira... já havia morrido há muito tempo.
Disponível
em: https://www.mundosombrio.com.br/lendas/lendas-brasileiras/lenda-da-mulher-do-taxi/.
Adaptado. Acesso em 19.abr.2024.
COMANDO:
Depois de
conhecer a lenda urbana da Mulher do Táxi, escreva um episódio em que você e
seus amigos (ou familiares) contracenem com ela. Ual! Será que vocês farão um
passeio, de táxi, com ela? Ao longo da narração, explore os recursos da
descrição (objetiva, subjetiva, estática, dinâmica), a fim de que personagens e
cenários fiquem mais bem desenhados.
Se
for preciso, releia as explicações acima para, então, escrever o melhor episódio
da Mulher do Táxi!